Política

Bittar defende Flávio Bolsonaro, critica PF e acusa governo Lula de tentar influenciar eleição

Em vídeo, senador pelo Acre também criticou Alexandre de Moraes e cobrou posicionamento de Davi Alcolumbre

Bittar defende Flávio Bolsonaro, critica PF e acusa governo Lula de tentar influenciar eleição

O senador Marcio Bittar (PL-AC) publicou um vídeo em que manifesta solidariedade a Flávio Bolsonaro (PL) após a derrota na disputa presidencial e critica a abordagem da Polícia Federal durante uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na gravação, Bittar afirmou que Flávio Bolsonaro não deveria ter sido recebido por agentes da Polícia Federal ao visitar o pai, depois de meses de restrições. Para o senador, o episódio indicaria uma postura de perseguição política.

“Flávio Bolsonaro, você não está sozinho. Primeiro, a minha solidariedade a você, meus cumprimentos pela campanha maravilhosa que você fez pelo Brasil, campanha propositiva, alegre, que encantou milhões de corações dos brasileiros”, declarou Bittar no início do vídeo.

O senador acreano também criticou os adversários políticos durante a campanha eleitoral e acusou o grupo ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de ameaçar pessoas que dependem de programas sociais.

“Imagina pais e mães de famílias, pobres, que dependem da assistência do governo, sendo ameaçados praticamente pelo governo, que está no poder, de que se nós vencêssemos as eleições, os auxílios sociais seriam cortados”, afirmou.

Bittar ainda questionou os gastos e as medidas econômicas adotadas durante o período eleitoral. Segundo ele, o chamado “pacote da bondade”, estimado por ele em mais de R$ 400 bilhões, teria sido uma tentativa de influenciar o resultado das urnas.

“Essa foi a campanha que eles fizeram, fora a quantidade de dinheiro, o pacote da bondade de mais de R$ 400 bilhões, cheio de promessas, numa tentativa clara de comprar uma eleição”, disse o senador.

Na sequência, Bittar criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por não perceber, segundo sua avaliação, os riscos do cenário político. Ele comparou a situação brasileira à de Cuba, Nicarágua e Venezuela e mencionou a saída de milhões de pessoas desses países em razão da fome e da perseguição.

O parlamentar também citou o ministro Alexandre de Moraes e afirmou que o grupo político ligado ao governo não conseguiria intimidar seus apoiadores.

“Essa marcha da insensatez, vocês, eles, Alexandre de Moraes, o governo do PT, a esquerda, não pensem que isso vai nos amedrontar e nós vamos sair correndo”, declarou.

Ao final do vídeo, Bittar reforçou o apoio a Flávio Bolsonaro e afirmou que o grupo continuaria mobilizado em defesa de suas bandeiras políticas.

“Por isso, Flávio, você não está sozinho, estamos juntos e vamos juntos continuar até as últimas consequências, lutando pelo que acreditamos, pela nossa pátria, pelo nosso país, pela democracia e pela liberdade”, concluiu.

As acusações e avaliações mencionadas nesta matéria são declarações atribuídas a Marcio Bittar no vídeo citado nos dados da pauta. Não foram apresentadas, no material informado, manifestações dos citados ou informações adicionais que confirmem as acusações.

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