Política

Balsa para Manacapuru” chega ao Porto da Gameleira em sátira sobre a reta final da eleição

Em artigo, Luis Carlos Moreira Jorge relembra a origem do folclore político e comenta candidaturas, pesquisas e alianças no Acre

Balsa para Manacapuru” chega ao Porto da Gameleira em sátira sobre a reta final da eleição

A “Balsa para Manacapuru”, personagem do folclore político acreano criado pelo advogado e cronista Aloísio Maia, teria chegado ao Porto da Gameleira para receber, em tom satírico, os candidatos derrotados na eleição. A narrativa, segundo o jornalista Luis Carlos Moreira Jorge, surgiu na década de 1970 para ironizar políticos e incluía a ideia de levar os perdedores a Manacapuru, no Amazonas, como forma de castigo.

No artigo, o autor afirma que a balsa estaria fundeada no porto e brinca que, neste ano, os passageiros teriam direito apenas a redes, sem mosquiteiros. A referência é usada para comentar a expectativa em torno da votação e dos resultados eleitorais.

O texto reúne avaliações sobre candidaturas e alianças no Acre. Entre os nomes citados está o deputado Afonso Fernandes (UB), apontado pelo autor como ainda presente na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa. O deputado Nicolau Júnior (PP) é mencionado por declarar apoio à reeleição do deputado federal Zezinho Barbary (PP), em uma articulação descrita como comum entre lideranças do Juruá na reta final da campanha.

Na disputa pelo governo, o autor afirma que a governadora Mailza Assis (PP) chegaria à eleição como favorita, embora ressalte que a política é dinâmica. Também comenta a candidatura de Tião Bocalom (PSDB), que, segundo o artigo, teria terminado a campanha em terceiro lugar e mantido a previsão de vitória no primeiro turno.

O jornalista cita ainda uma possível divulgação de pesquisa do instituto Quest para a última rodada da disputa pelo governo e pelo Senado. Ele defende que pesquisas devem ser analisadas com cautela e afirma que evita comentar levantamentos que considera encomendados ou manipulados. Essas avaliações são opiniões do autor e não constituem comprovação independente sobre a metodologia ou os resultados de pesquisas.

Para a Assembleia Legislativa, o artigo destaca Yargo Rodrigues (PSD), que teria apoio da Igreja Universal, e menciona uma disputa pela maior votação entre os deputados Manoel Moraes (PP) e Nicolau Júnior (PP). Também são citados o médico Jeferson Pururuca, descrito como possível candidato eleito pelo PSD, e o ex-prefeito Marcus Alexandre (MDB), a quem o autor atribui potencial de votação expressiva em Rio Branco.

Na corrida para a Câmara Federal, o texto menciona Fábio Rueda (UB), Leonardo Melo (MDB), Pedro Longo (MDB) e a federação formada por PT, PV e PCdoB. O autor avalia que Rueda teria boas chances, elogia a campanha de Leonardo Melo e afirma que a federação precisaria de votações expressivas de seus principais candidatos para conquistar uma vaga. Também considera que as chapas do PL e do PSDB poderiam enfrentar dificuldades para eleger um deputado federal.

A situação jurídica do ex-governador Gladson Cameli (PP) é apontada como fator de incerteza na eleição para o Senado. Segundo o artigo, os votos dele não seriam automaticamente anulados e o desfecho dependeria da decisão sobre um recurso no Supremo Tribunal Federal relacionado à condenação pelo Superior Tribunal de Justiça. A informação jurídica é apresentada conforme o texto de opinião e requer verificação oficial junto à Justiça Eleitoral e aos tribunais competentes.

O artigo também cita Leila Galvão (PP), apontada pelo autor como possível candidata mais votada para deputada federal na região de Epitaciolândia, Brasiléia e Assis Brasil. Ao final, o jornalista afirma que a estrutura mobilizada pelos candidatos seria decisiva no dia da votação e estima a contratação de pelo menos 150 mil cabos eleitorais em todo o estado, sem apresentar documentação ou fonte independente para o número.

Luis Carlos Moreira Jorge afirma que voltará a publicar após a eleição e encerra o texto defendendo que o eleitor escolha seus candidatos com atenção. O artigo é assinado pelo jornalista, bacharel em Direito e comentarista político.

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