O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, pediu nesta segunda-feira (14 de setembro de 2026) que o ministro André Mendonça levante o sigilo da investigação sobre a rede de pagamentos do Banco Master antes do julgamento marcado para terça-feira (15 de setembro).
Segundo os dados informados, o pedido atende a uma solicitação do ministro Alexandre de Moraes e da Procuradoria-Geral da República (PGR). No domingo (13), Moraes afirmou que o processo reúne “elementos essenciais” para a sessão extraordinária que analisará sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Moraes também pediu que os autos sejam liberados a todos os integrantes do colegiado antes da análise do caso.
Nesta segunda-feira, o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, defendeu o levantamento do sigilo da investigação. A PGR também teria reclamado da falta de disponibilização integral dos autos do caso Master.
Desde a marcação da sessão, ministros do STF vêm travando embates sobre o acesso às provas relacionadas ao Banco Master. Entre os integrantes citados estão Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, descritos nos dados da pauta como próximos de Moraes.
Mendonça, por sua vez, já teria declarado que levantou o sigilo de todas as informações. Os dados fornecidos não esclarecem se o pedido de Fachin se refere a documentos específicos, a uma etapa adicional de liberação ou a uma divergência sobre a extensão do acesso já concedido.
A pauta também informa que Mendonça liberou o acesso a 53 processos relacionados ao caso Master. Não foram fornecidos detalhes sobre o conteúdo desses processos nem sobre uma eventual decisão posterior ao pedido de Fachin.
O julgamento previsto para terça-feira deverá analisar a investigação e a relação mencionada entre Moraes e Daniel Vorcaro, conforme as informações fornecidas para esta pauta.