Servidores da Saúde de Acrelândia e representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre (Sintesacre) denunciaram, nesta quarta-feira (5), problemas no atendimento da rede municipal. Entre as principais reclamações estão a falta de medicamentos básicos, como dipirona, escassez de materiais, precariedade nas unidades e demora na reformulação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR).
Segundo o sindicato, os trabalhadores discutem há mais de um ano e meio uma nova proposta de PCCR para recuperar direitos que teriam sido retirados em uma atualização realizada pela gestão anterior. A categoria afirma que o novo texto já está pronto, mas ainda aguarda o encaminhamento da prefeitura para aprovação. Os servidores também criticam uma proposta de reajuste salarial de 5% e afirmam que um vale-alimentação oferecido posteriormente, de R$ 230, foi considerado insuficiente.
As denúncias também envolvem as condições estruturais de algumas unidades de saúde. De acordo com os profissionais, há equipamentos enferrujados, infiltrações, ambientes considerados insalubres e problemas de alagamento durante o período de chuvas. Os trabalhadores relatam ainda falta de seringas, balanças e outros materiais necessários para o atendimento da população.
O Sintesacre também questiona supostas diferenças no tratamento dado aos servidores e afirma que pedidos de redução de jornada para mães atípicas estariam sendo indeferidos pelo setor jurídico do município. A categoria ainda cobra maior transparência na aplicação dos recursos públicos destinados à saúde e solicitou ao Ministério Público do Acre uma auditoria na Secretaria Municipal de Saúde para apurar possíveis irregularidades.
Os servidores afirmam que, caso a Prefeitura de Acrelândia não apresente respostas concretas às reivindicações até o dia 10 de agosto, a categoria poderá paralisar as atividades. O sindicato afirma que a possibilidade de greve é resultado da falta de avanços nas negociações e do que considera falta de atenção às demandas dos trabalhadores.
Até a publicação da reportagem, a Prefeitura de Acrelândia, a Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria Municipal de Administração não haviam apresentado posicionamento sobre as denúncias. O ContilNet informou que mantém espaço aberto para manifestação dos órgãos citados.