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PF abre segundo inquérito para investigar Lulinha por suspeita de tráfico de influência na Dataprev

PF abre segundo inquérito para investigar Lulinha por suspeita de tráfico de influência na Dataprev

Tiago Alves Aires — Editor
Publicado em: 01/08/2026 às 21:04
Atualizado em: 01/08/2026 às 21:48
Tempo de leitura: 2 min
Crédito da imagem: Reprodução
#política #stf

A Polícia Federal instaurou um segundo inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por suspeita de tráfico de influência. A nova investigação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e apura a suposta atuação do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em favor de um empresário que buscava contratos com a Dataprev e outros órgãos públicos.

Segundo as investigações, a PF apura a relação de Lulinha com o empresário Cléber Ribas de Oliveira, sócio da empresa de tecnologia 3STRUCTURE IT. Os investigadores suspeitam que Ribas tenha custeado ao menos uma viagem realizada por Lulinha, em dezembro de 2024, como contrapartida por uma possível facilitação de acesso a integrantes do governo federal. A suspeita surgiu após a identificação de uma viagem feita pelos dois com o mesmo localizador de voo.

Esse é o segundo inquérito envolvendo Lulinha por suspeita de tráfico de influência. O primeiro investiga uma suposta atuação junto ao Ministério da Saúde para favorecer negociações relacionadas a produtos à base de cannabis medicinal. As duas investigações também mencionam a empresária Roberta Luchsinger e o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", apontado pela PF como operador de um esquema investigado pela corporação.

A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade e afirma que ele jamais utilizou sua influência para beneficiar empresas ou obter vantagens junto ao governo federal. Os advogados classificam a investigação como uma "pescaria probatória" e sustentam que não existem provas de tráfico de influência.

A abertura do inquérito não significa que houve comprovação de crime. A investigação tem como objetivo reunir provas e esclarecer se houve ou não a prática de ilícitos. Ao final das apurações, a Polícia Federal poderá solicitar o arquivamento do caso ou o indiciamento dos envolvidos, cabendo ao Ministério Público decidir sobre eventual denúncia.