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Acre registra queda de 27% no desmatamento, apesar de alta nos alertas em junho

Acre registra queda de 27% no desmatamento, apesar de alta nos alertas em junho

Tiago Alves Aires — Editor
Publicado em: 27/07/2026 às 19:43
Atualizado em: 28/07/2026 às 15:28
Tempo de leitura: 2 min
Crédito da imagem: Reprodução
#Acre #Meio Ambiente

O Acre registrou uma redução de 27% no desmatamento no acumulado do chamado "ano florestal", período compreendido entre agosto de 2025 e junho de 2026. Segundo dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), a área devastada caiu de 316 km² para 230 km² em comparação com o ciclo anterior, mantendo a tendência de queda observada na Amazônia Legal.

Apesar do resultado positivo no acumulado, o levantamento aponta que junho apresentou crescimento nos alertas de desmatamento. O Acre registrou 27 km² de áreas desmatadas no mês, um aumento de 29% em relação aos 21 km² contabilizados em junho de 2025. Com isso, o estado respondeu por cerca de 9% de toda a área desmatada na Amazônia Legal no período, ficando entre os quatro estados com maior perda de cobertura florestal no mês.

Os especialistas atribuem o avanço registrado em junho ao início do período seco, quando historicamente há intensificação das derrubadas na região amazônica. Ainda assim, os dados indicam que o crescimento mensal não foi suficiente para reverter a redução acumulada ao longo do ciclo de monitoramento, reflexo das ações de fiscalização e controle desenvolvidas nos últimos meses.

O relatório também aponta melhora nos índices de degradação florestal. Em junho deste ano, o Acre registrou apenas 1 km² de área degradada, uma queda de aproximadamente 83% em relação ao mesmo período do ano passado. Na Amazônia Legal, mais de 80% das terras indígenas e unidades de conservação monitoradas permaneceram sem registros de desmatamento durante o primeiro semestre de 2026.

Os dados reforçam que, embora o estado apresente avanços na redução do desmatamento em comparação ao ciclo anterior, o período de estiagem exige atenção das autoridades ambientais para evitar um aumento da devastação nos próximos meses, tradicionalmente os mais críticos para a Amazônia.