O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (22) que o Brasil não ficará "chorando" pelas exportações que deixarem de ser destinadas aos Estados Unidos em razão do tarifaço imposto pelo governo norte-americano. Durante evento em Brasília, o chefe do Executivo disse que o país buscará ampliar relações comerciais com outros mercados e criticou a falta de reciprocidade nas negociações com Washington.
Segundo Lula, o governo brasileiro manteve o diálogo com autoridades dos Estados Unidos para tentar evitar as novas tarifas, mas as conversas não tiveram o retorno esperado. O presidente afirmou que o Brasil continuará defendendo seus interesses comerciais e buscará alternativas para minimizar os impactos sobre os setores exportadores.
Durante o discurso, Lula destacou que o país possui relações comerciais com diversos parceiros internacionais e reforçou que a economia brasileira não depende exclusivamente do mercado norte-americano. Para o presidente, a estratégia agora é ampliar oportunidades de exportação e fortalecer a presença do Brasil em outros mercados consumidores.
As declarações foram feitas no mesmo dia em que o governo anunciou novas medidas de apoio às empresas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos, incluindo um pacote de crédito de R$ 18,5 bilhões por meio do programa Brasil Soberano. A iniciativa busca reduzir os impactos das tarifas sobre a indústria nacional e preservar empregos nos setores mais atingidos.