Texto publicado pelo Estadão critica decisão do ministro do STF que derrubou ordem de André Mendonça para remover publicações sobre Flávio Bolsonaro.
O Estadão publicou, em 27 de setembro de 2026, o artigo de opinião “Dino atua para reeleger Lula”, assinado por “Notas & Informações”. O texto critica a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de derrubar uma ordem do ministro André Mendonça, que atuava como vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para remover publicações em redes sociais relacionadas ao candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.
Segundo o artigo, a decisão de Dino teria sido exclusivamente política e representaria uma atuação favorável à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Estadão afirma ainda que o ministro teria ultrapassado as competências do TSE ao tomar a decisão de forma monocrática.
O caso envolve 1.125 publicações que afirmavam que Flávio Bolsonaro, então senador, havia apoiado um projeto de lei para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de “padroeira do Brasil”. O texto classifica essa informação como inverídica e diz que ela teria sido criada e difundida por perfis de esquerda.
Embora reconheça que a remoção das publicações pode ser debatida sob a perspectiva da liberdade de expressão e da autonomia do eleitor, o artigo sustenta que a Justiça Eleitoral teria competência para determinar a retirada de conteúdos que pudessem desequilibrar a disputa eleitoral.
A publicação também resgata episódios anteriores atribuídos a Flávio Dino e critica sua postura em relação à liberdade de imprensa e a decisões de outros ministros do STF envolvendo apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. O artigo interpreta a atuação de Dino como alinhada aos interesses políticos de Lula e como parte de um conflito entre ministros associados a posições lulistas e bolsonaristas.
Na avaliação apresentada pelo Estadão, a predominância de disputas políticas no Supremo estaria comprometendo a percepção de imparcialidade e prudência da Corte. O texto afirma que decisões relevantes do tribunal passaram a ser interpretadas mais como resultado de confrontos políticos do que jurídicos, o que contribuiria para o desgaste da imagem do Judiciário.
Por fim, o artigo sustenta que o episódio envolvendo as publicações sobre Flávio Bolsonaro poderia reforçar a percepção de que integrantes do STF apoiariam a permanência de Lula no poder. O Estadão avalia, contudo, que essa percepção poderia produzir efeito contrário ao pretendido e prejudicar os grupos acusados de instrumentalizar o tribunal.
As afirmações sobre motivações políticas, favorecimento eleitoral e atuação dos ministros são opiniões e interpretações expressas no artigo, não confirmações independentes dos fatos.