Kim Yo Jong contestou a responsabilidade atribuída a Pyongyang por uma explosão que feriu dois sul-coreanos na Zona Desmilitarizada
A Coreia do Norte acusou a Coreia do Sul de fabricar provas para responsabilizar Pyongyang pela explosão de uma mina que feriu dois integrantes de uma equipe sul-coreana de reconhecimento na Zona Desmilitarizada (DMZ). O governo norte-coreano também ameaçou retaliar caso o Sul abra fogo contra suas tropas.
A declaração foi divulgada nesta quarta-feira, no horário local, por Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, em comunicado publicado pela agência oficial KCNA. Ela afirmou que os responsáveis pela suposta “farsa” terão de pagar um preço.
“As tribos da Coreia do Sul estão tentando fabricar ‘provas materiais’ para comprovar isso, depois de transferir a culpa pelo incidente para o outro lado”, disse Kim, segundo a KCNA. Ela também classificou a acusação como uma atitude “mesquinha e suja”.
Kim Yo Jong negou que tropas norte-coreanas tenham cruzado a Linha de Demarcação Militar, que atravessa o centro da DMZ. A Coreia do Sul, porém, afirmou acreditar que há indícios de que soldados do Norte tenham violado a linha enquanto realizavam obras de fortificação.
Na terça-feira, o ministro da Defesa da Coreia do Sul, Kang Shin-chul, declarou que minas norte-coreanas causaram a explosão registrada na semana anterior. Ele afirmou que Seul adotaria medidas “correspondentes” e avaliou que as minas provavelmente foram instaladas como parte do reforço da fronteira.
A explosão ocorreu em 21 de setembro, durante uma missão de reconhecimento dentro da Zona Desmilitarizada, área de 4 quilômetros de largura. Dois membros da equipe sul-coreana ficaram feridos.
A Coreia do Sul e o Comando da ONU, responsável por supervisionar o armistício da Guerra da Coreia, conduzem uma investigação sobre o episódio. As declarações divulgadas até o momento apresentam versões divergentes sobre a origem da explosão e sobre uma possível violação da linha de fronteira.
Nos últimos anos, a Coreia do Norte intensificou a hostilidade em relação ao Sul. O país passou a afirmar que não considera mais a unificação um objetivo nacional e classifica Seul como seu “principal inimigo”.