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Oito famílias fazem coleta de DNA em busca de desaparecidos no Acre

Oito famílias fazem coleta de DNA em busca de desaparecidos no Acre

Material biológico foi recolhido em Rio Branco durante a 4ª Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas.

central editorial — Editor
Publicado em: 29/09/2026 às 09:49
Atualizado em: 29/09/2026 às 09:49
Tempo de leitura: 3 min
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Oito famílias do Acre fizeram coleta de material biológico durante a 4ª Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A ação ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto, em uma força-tarefa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com participação dos estados e do Distrito Federal.

Em Rio Branco, a coleta foi realizada no Departamento de Polícia Técnico-Científica, no Instituto de Análises Forenses, localizado na Avenida Antônio da Rocha Viana.

De acordo com a diretora do Instituto de Análises Forenses, Dulcilene Luna, as amostras foram encaminhadas para análise genética. O processamento será feito pelo Laboratório de Genética Forense, conforme a ordem de processamento e a capacidade técnica e operacional do laboratório, considerando a fila de exames existentes.

Após a obtenção e a análise dos perfis genéticos, os dados serão inseridos nos Bancos de Perfis Genéticos Estadual e Nacional, na categoria correspondente a familiares de pessoas desaparecidas. A medida permite o cruzamento com perfis genéticos de pessoas desaparecidas e de restos mortais não identificados.

Caso seja encontrada uma possível correspondência genética, os peritos do Núcleo de Genética Forense realizam análises para confirmar o resultado e elaboram um laudo pericial. O documento é encaminhado à delegacia responsável pelo registro do desaparecimento.

Ao todo, foram disponibilizados 334 pontos de atendimento em todo o Brasil para familiares que ainda não haviam fornecido material genético. A coleta poderia ser feita mesmo quando o desaparecimento tivesse sido registrado em outro estado. Segundo as informações da pauta, não há prazo máximo para o fornecimento do material.

Desaparecimentos no Acre

O Acre registrou 386 pessoas desaparecidas em 2025, quatro a mais que no ano anterior, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A taxa estadual foi de 43,6 desaparecimentos para cada 100 mil habitantes, acima da média nacional de 39,5. O aumento em relação a 2024 foi de 0,6%.

Considerando os 365 dias de 2025, o estado registrou média de 1,06 desaparecimento por dia. O número de pessoas localizadas caiu de 371 registros em 2024 para 346 em 2025.

Na Região Norte, o Acre apresentou a quarta maior taxa proporcional à população, atrás de Roraima, com 78,1; Rondônia, com 58,1; e Amapá, com 50,8. O estado ficou à frente do Amazonas, com 22,7; Tocantins, com 38,8; e Pará, com 12,3.