Material biológico foi recolhido em Rio Branco durante a 4ª Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas.
Oito famílias do Acre fizeram coleta de material biológico durante a 4ª Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A ação ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto, em uma força-tarefa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com participação dos estados e do Distrito Federal.
Em Rio Branco, a coleta foi realizada no Departamento de Polícia Técnico-Científica, no Instituto de Análises Forenses, localizado na Avenida Antônio da Rocha Viana.
De acordo com a diretora do Instituto de Análises Forenses, Dulcilene Luna, as amostras foram encaminhadas para análise genética. O processamento será feito pelo Laboratório de Genética Forense, conforme a ordem de processamento e a capacidade técnica e operacional do laboratório, considerando a fila de exames existentes.
Após a obtenção e a análise dos perfis genéticos, os dados serão inseridos nos Bancos de Perfis Genéticos Estadual e Nacional, na categoria correspondente a familiares de pessoas desaparecidas. A medida permite o cruzamento com perfis genéticos de pessoas desaparecidas e de restos mortais não identificados.
Caso seja encontrada uma possível correspondência genética, os peritos do Núcleo de Genética Forense realizam análises para confirmar o resultado e elaboram um laudo pericial. O documento é encaminhado à delegacia responsável pelo registro do desaparecimento.
Ao todo, foram disponibilizados 334 pontos de atendimento em todo o Brasil para familiares que ainda não haviam fornecido material genético. A coleta poderia ser feita mesmo quando o desaparecimento tivesse sido registrado em outro estado. Segundo as informações da pauta, não há prazo máximo para o fornecimento do material.
Desaparecimentos no Acre
O Acre registrou 386 pessoas desaparecidas em 2025, quatro a mais que no ano anterior, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
A taxa estadual foi de 43,6 desaparecimentos para cada 100 mil habitantes, acima da média nacional de 39,5. O aumento em relação a 2024 foi de 0,6%.
Considerando os 365 dias de 2025, o estado registrou média de 1,06 desaparecimento por dia. O número de pessoas localizadas caiu de 371 registros em 2024 para 346 em 2025.
Na Região Norte, o Acre apresentou a quarta maior taxa proporcional à população, atrás de Roraima, com 78,1; Rondônia, com 58,1; e Amapá, com 50,8. O estado ficou à frente do Amazonas, com 22,7; Tocantins, com 38,8; e Pará, com 12,3.